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14 de Novembro de 2017 às 14:16

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CNI apresenta a governadores dos estados da Amazônia estudo sobre oportunidades do mercado florestal

Documento foi entregue em fórum realizado nesta terça-feira (14), durante a 23ª Conferência das Partes sobre Mudança Climática, em Bonn, na Alemanha

A construção de uma política florestal ampla, com mais sinergia entre segmentos-chave que fortalecem o setor, como habitação, energia e agronegócio, está entre as propostas prioritárias do estudo Florestas e Indústria: Agenda de Desenvolvimento, produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento foi entregue nesta terça-feira (14), a representantes do governo dos estados da Região Norte que participaram do Dia da Amazônia durante a 23ª Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP-23), que ocorre em Bonn, na Alemanha, até sexta-feira (17).

A CNI defende ainda a ampliação da participação do Brasil no comércio global de produtos florestais, por meio do aumento da produtividade, diversificação industrial e alinhamento e integração da cadeia produtiva florestal. O valor total das exportações mundiais de produtos florestais chega a aproximadamente US$ 230 bilhões – o Brasil participa com pouco mais de 3% desse mercado.

“O país, de uma maneira geral, ainda participa pouco do mercado internacional e apresenta muitas barreiras ao comércio”, destaca o estudo Florestas e Indústria. Além disso, apesar do crescimento contínuo dos produtos brasileiros lá fora, ocorreu uma tendência de domínio de celulose de fibra curta – usada para produção de papel higiênico, toalhas de cozinha, lenços de papel, guardanapos, entre outros –, com estabilidade nas exportações de papel e queda acentuada do segmento de madeira sólida. De acordo com o estudo, isso reflete a baixa diversificação produtiva, com enfoque em produtos de menor valor agregado.

Entre os obstáculos para o desenvolvimento do mercado florestal apontados pelo estudo, coordenado pelo especialista Fernando Castanheira, está a regulação burocrática e incompatível com a realidade, além de inibidora de inovações e melhorias nas áreas de manejo florestal e de reflorestamento. Exemplo dessa falta de sincronia está no Plano Plurianual 2016-2019, que estabelece a ampliação da concessão florestal de 840 mil para 3,5 milhões de hectares, sendo que em 10 anos não se conseguiu atingir a meta de 1 milhão de hectares sob concessão.  “Essa situação reflete a falta de prioridade que a agenda de desenvolvimento florestal ocupa no projeto de desenvolvimento nacional”, destaca o documento.

OUTROS DESTAQUES – O representante da CNI na COP-23, Marcos Vinícius Cantarino, acompanhou nesta segunda-feira (13), a segunda reunião da delegação brasileira. Entre os destaques da pauta está o avanço das negociações internacionais para a criação do livro de regras para o cumprimento do Acordo de Paris, que deve ser finalizado no próximo ano, na COP-24, que ocorre na Polônia. Segundo ele, um ponto de atenção é em relação ao aumento dos níveis de ambição dos compromissos brasileiros estabelecidos na COP-21, já que os países desenvolvidos são contrários ao aumento dos compromissos atualmente assumidos. “Esse processo precisa ser conduzido com cautela, pois pode gerar desafios maiores para os países em desenvolvimento”, destaca.

Nesta quarta-feira (15), Cantarino participará de um painel sobre estratégias de negócios em adaptação à mudança climática, promovido pela Apex-Brasil. Lá, apresentará a primeira visão do setor industrial sobre o cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil com foco na implementação das diretrizes de indústria e de mineração do Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Esse trabalho a CNI desenvolve em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Por Maria José Rodrigues
Da Agência CNI de Notícias

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