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18 de Setembro de 2017 às 18:34

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IEL promove cultura de inovação no Brasil

O objetivo desse tipo de ação é melhorar a qualidade e aumenta as chances dos produtos brasileiros competirem com os estrangeiros nos mercados interno e externo

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Para o país se tornar mais próspero, é fundamental que a indústria, a academia e o governo trabalhem de maneira coordenada, com sinergia, para fortalecer a estratégia em busca do desenvolvimento brasileiro. Nesse cenário, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) é responsável pela coordenação executiva da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelas principais lideranças empresariais nacionais com a finalidade de fortalecer e ampliar a inovação no Brasil – foco dos investimentos das grandes indústrias neste ano.

O papel do IEL é fomentar a inovação, mobilizando e capacitando empresas para implementar soluções inovadoras. “O IEL, inclusive, tem reformulado o seu portfólio de serviços para aprimorar a gestão da inovação e empresarial das indústrias brasileiras”, comenta o superintendente nacional do IEL, Paulo Mól Júnior.

VISITAS INTERNACIONAIS - Um dos novos serviços é o Programa de Imersão em Ecossistemas de Inovação. Desde o lançamento, em 2016, foram realizadas quatro edições – duas no Brasil, uma nos Estados Unidos e uma na Alemanha. Mais de 100 executivos visitaram cerca de 30 centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que atuam em projetos de fronteira. Neste semestre, serão duas edições: Vale do Silício (Califórnia, EUA), em setembro; e Suécia, em outubro.

Nos EUA, as atividades começam com a 4a Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos, nos dias 20 e 21 de setembro, na Universidade de San Diego. Entre os dias 23 e 27 de setembro, a imersão, organizada em parceria com o Conselho de Competitividade dos EUA (CoC), levará empresários para visitar locais como X Prize Foundation, Space X, Tesla Motors, as universidades de San Diego e Stanford e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, todos na Califórnia.

Na Suécia, a programação inclui visitas a universidades, institutos de pesquisa e empresas em Estocolmo, Linköping e Trollhättan. A imersão é fruto da parceria entre a MEI e o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB). Apesar de não ter enfoque exclusivo, a aeronáutica será um tema de destaque do programa, com visita técnica à Saab, fabricante dos caças Gripen, adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB), e detalhamento do Innovair, programa de inovação estratégica para a aeronáutica, desenvolvido pelos suecos.

“O programa busca criar oportunidades para que o empresariado brasileiro se atualize em relação aos temas de maior relevância para a competitividade de seus negócios. Também estimulamos a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), seja no Brasil ou no exterior”, explica a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio.

Internamente, o IEL, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), administra o projeto Inova Talentos, no qual empresas e institutos de PD&I inscrevem projetos voltados para a inovação. Se o projeto é aceito, o IEL seleciona os estudantes ou recém-formados em cursos de graduação que vão atuar nesses projetos nas empresas. Os selecionados têm direito a uma bolsa de estudos do CNPq.

O IEL também capacita executivos em temas relacionados à inovação, em convênio com algumas das melhores escolas internacionais de negócios do mundo, como Steinbeis (Alemanha), Insead (França) e Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Além de iniciativas voltadas à inovação, o IEL atua em toda a trajetória do desenvolvimento profissional e promove carreiras para inovação e gestão, desde o estágio até a educação executiva, com o Programa Nacional de Estágio, o Fórum de Carreiras IEL, o Projeto/Parceria Brasil Juniors e parcerias estratégicas em carreiras.

SÃO PAULO - O IEL mantém, na capital paulista, um programa de gestão da inovação que atua em três frentes: recrutamento e seleção de jovens talentos por meio do programa Inova Talentos, assessoria de redação e submissão de projetos na área de inovação.

“O Inova Talentos em São Paulo já recrutou e colocou no mercado mais de 250 jovens, com um alto índice de retenção: entre 60% e 65%. Tem sido um grande sucesso”, destaca o diretor da CNI em São Paulo e do IEL-SP, Carlos Pires.

A assessoria para elaboração de projetos é voltada, principalmente, para empresas que já tiveram projetos rejeitados. A partir de um levantamento realizado pelo Núcleo Estadual de Inovação (NEI), foram identificadas cerca de 500 empresas que não conseguiram financiamento por falta de expertise na elaboração de projetos. “A ideia é oferecer cursos e consultorias para essas empresas para que elas tenham acesso a esse capital”, explica o diretor Carlos Pires.

Em julho, o IEL-SP organizou um encontro que reuniu importantes atores do ecossistema de inovação do estado de São Paulo para que o secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg, apresentasse, a pedido do núcleo, os principais problemas da cidade para startups, parques tecnológicos, empresas, agências de fomento e representantes da academia. O objetivo foi despertar o interesse em pensar soluções inovadoras para os desafios apresentados.

Da Revista da Indústria Brasileira
Para a Agência CNI de Notícias

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