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5 de Julho de 2017 às 13:55

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7 projetos de educação do SESI que preparam profissionais para o presente e para o futuro

Desde aulas de robótica, matemática e de idiomas na educação básica até a educação continuada dentro das empresas, o Serviço Social da Indústria (SESI) não mede esforços na criação de métodos pedagógicos inovadores. Alunos e ex-alunos contam suas experiências

selo SESI 71 anos
Desde a sua criação, há 71 anos, o Serviço Social da Indústria (SESI) tem a educação do trabalhador como um dos principais focos de atuação. Isso ocorre porque a educação é a base para uma indústria inovadora e mais competitiva. Funcionários bem qualificados são mais produtivos, utilizam melhor os equipamentos, criam soluções e adaptam processos para o dia a dia da empresa.

Nesse contexto, o SESI estruturou ações para ofertar educação inovadora e flexível a diversos perfis de pessoas. Confira abaixo 7 depoimentos de alunos e ex-alunos de projetos de educação desenvolvidos pelo SESI ou em parceria com empresas de todo o Brasil:

1. Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Adilton Ramos do Bonfim

Adilton Ramos do Bonfim
Depois de 20 anos longe de salas de aula, o carpinteiro Adilton Ramos do Bonfim, 43 anos, encontrou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) o incentivo que faltava para se formar. A parceria da empresa em que trabalha, a Consciente Construtora, com o SESI, possibilitou uma facilidade: aulas realizadas dentro da própria empresa. “Saía do serviço, tomava um banho e ia para a sala de aula. Como saía do trabalho muito cansado, se tivesse de ir para casa e depois para a escola, ficaria mais difícil”, relata. Ele conta que deseja cursar Administração, sonho agora possível graças ao diploma do ensino médio que adquiriu com o apoio fornecido pelo SESI.

A Educação de Jovens Adultos é destinada a quem tem 15 anos ou mais e não conseguiu concluir os estudos na idade recomendada, nos cursos de ensino fundamental e médio. As metodologias usadas são adequadas à faixa etária e às experiências de vida dos alunos, enquanto os materiais didáticos e seus conteúdos estão em sintonia com o segmento da indústria em que os alunos trabalhadores atuam.
 

2. SESI Matemática

Juliana Carneiro

Juliana Marques dos Santos Carneiro
A estudante do SESI de Jacarepaguá (RJ) Juliana Marques dos Santos Carneiro, 14 anos, entrou no Projeto SESI Matemática por curiosidade, mas logo se encantou. Criado pelo SESI Rio, ele contribui com a melhoria do ensino da matemática entre os estudantes do ensino médio de todo o país. A metodologia conta com salas especiais, utilização de um site com games de matemática e muita interatividade entre alunos e professores, de uma forma lúdica e atraente. Os conteúdos são um bom complemento ao ensino tradicional e abordam numerais, álgebra, formas geométricas e análise de dados.

Com o objetivo de ser engenheira da computação, Juliana afirma que o SESI Matemática tem ajudado, pois vai além das matérias da escola e une o aprendizado à diversão. “O SESI Matemática nos dá muitas oportunidades, não só de amadurecer, mas também para adicionar outros conhecimentos de outras áreas”, destaca Juliana.

 

3. Espaço Maker

Cristiane Fiebes

Cristiane Fiebes
Cristiane Longhi Fiebes sempre foi tímida, mas desde que começou a estudar no Espaço Maker do SESI de Blumenal (SC) isso começou a mudar. Isso porque, nesta modalidade, jovens de 7 a 17 anos aprendem colocando a mão na massa de forma colaborativa e coletiva. É conversando com os colegas que os alunos pesquisam e elaboram projetos que busquem soluções criativas e inovadoras para problemas reais da sociedade. A jovem conta que a convivência com outras pessoas foi o diferencial do curso. “É um espaço que convivemos com muita gente diferente. Nas aulas, em particular, eu aprendi a mexer com câmeras e equipamentos diversos. Isso foi muito bom pra mim porque eu sempre fui muito tímida e o curso me ajudou muito nessa parte”, completa.

Cristiane começou o curso de Comunicação e Mídias porque sua irmã já fazia robótica na instituição, e seus pais acreditavam que as aulas a ajudariam com a timidez. Hoje ela aprende os bastidores do cinema: enquadramento, linguagem, iluminação, trilha sonora, interpretação, figurino e cenários. A jovem, que está finalizando seu curso com um filme sobre integração na sua cidade, pretende seguir carreira  na área do design. A experiência de coletividade e trabalho em equipe tem lhe ajudado a cumprir o objetivo que tinha com o curso. O Espaço de Educação Maker, do SESI, instalado em uma área de 1.200m², oferece a crianças e jovens a oportunidade de desenvolver competências adequadas às necessidades do século XXI e do mundo do trabalho.
 

4. Torneio de Robótica

Thomás Silva

Thomás Silva
Thomás Henrique Silva, 16 anos, aluno do SESI Dom Bosco, em São João Del Rei (MG), começou a estudar robótica em sua escola há quatro anos e foi amor à primeira vista. Ele sempre gostou das peças de LEGO e hoje treina uma vez por semana para participar do torneio nacional da área, a First Lego League (FLL), promovido pelo SESI. Em competições como essa, jovens de 9 a 16 anos precisam programar e construir robôs para realizar as tarefas propostas. Além disso, têm de desenvolver projetos e pesquisa, nos quais propõem soluções para problemas reais da sociedade de acordo com o tema escolhido para a temporada.

Um dos aspectos que Thomás melhorou desde que entrou no projeto foi o seu convívio com as outras pessoas, o que pode lhe ajudar em seu plano para o futuro, que é fazer Medicina. “Estudar robótica no SESI melhorou muitas coisas pra mim, conhecimentos que eu achava que nunca ia ver na vida e que graças à robótica eu comecei a pesquisar. Meu convívio com as outras pessoas também melhorou muito”, ressalta o estudante.

Atualmente, cerca de 400 escolas do SESI de ensino fundamental e médio de todo o Brasil contam com o programa de robótica no currículo, independente da participação no torneio. “O contato dos jovens com a tecnologia incentiva a criação de futuros profissionais mais conectados à inovação”, ressalta diretor de operações do SESI, Marcos Tadeu de Siqueira.
 

5. Pré-vestibular

Erison Lima da Silva

Erison Lima da Silva
Quando Erison Lima da Silva, 19 anos, começou a trabalhar, ele pensou que não sobraria tempo para se preparar para o vestibular. Ele conseguiu uma vaga como jovem aprendiz na Fábrica de Papel da Amazônia (Facepa), de Belém. Mas, graças ao pré-vestibular do SESI paraense, iniciativa em que os trabalhadores da indústria e seus dependentes legais podem estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), suas expectativas mudaram.

O estudante conta que a oportunidade foi muito boa porque já imaginava as dificuldades de conciliar os estudos e seu novo trabalho. “Pensei que ia ficar um pouco corrido eu ter que pagar cursinho e vir para o emprego. Mas quando fui indicado pela empresa em que trabalho para o pré-vestibular do SESI ficou muito melhor, porque saio daqui e vou direto para a aula", afirma. 

 

6. Colégio SESI Internacional

Luiza Antonia Kleinibing

Luiza Antonia Kleinibing
Lançado em 2014 pelo SESI do Paraná, o Colégio SESI Internacional oferece ensino bilíngue, com aulas em português e inglês diariamente e em praticamente todas as disciplinas. No mesmo ano de sua fundação, a unidade de Curitiba foi reconhecida como uma Showcase School da Microsoft pela sua metodologia inovadora.

Luiza Antonia Kleinibing, 16 anos, estuda no Colégio SESI Internacional de Cascavel (PR). Ela conta que outro diferencial do colégio é fazer com que os alunos estudem em equipe, o que foi uma experiência nova, mas bem positiva,diz. Ela aprende a conviver em grupo, além de uma nova língua, duas coisas essenciais no mercado de trabalho. “Ter as aulas em inglês como um complemento das em português foi algo bem especial. Porque eu tive oportunidade de conhecer não só coisas do modo brasileiro, mas também do jeito norte-americano e inglês”, conta a aluna. Para ela, a formação diferenciada que está recebendo pode influenciar diretamente em seu futuro.

O Colégio SESI Internacional está em contato com mais de 120 escolas no mundo todo e trabalha para o aperfeiçoamento de práticas relacionadas à tecnologia e inovação.

 

7.  Biblioteca Itinerante

Francisco Magalhães

Francisco Magalhães
Você conhece a Biblioteca Itinerante do SESI? O Francisco Magalhães, 47 anos, conhece bem. Ele trabalha como emassador na Rolim Engenharia, em Fortaleza e, todos os dias, aproveita os livros disponíveis por lá, até mesmo nos horários de intervalo. “Eu levo um livro pra minha casa, o que já estou acostumado, e leio com minha esposa. A gente lê de noite, conversa, debate um pouco sobre aquele livro. Eu trago, o pessoal leva, troca por outro e assim vamos fazendo a diferença, trocando os livros e aprendendo cada vez mais”, ressalta. O projeto consiste em disponibilizar espaços dentro da própria empresa com livros, que podem ser emprestados e trocados pelos colaboradores da instituição.

A Biblioteca Itinerante tem esse nome desde os anos 2000. Porém, o projeto que impulsionou seu surgimento foi o "Caixa-Estante", que na década de 1970 foi criado com o intuito de possibilitar a milhares de trabalhadores da Indústria Cearense acesso a diversas fontes de informação no ambiente de trabalho. Hoje, a iniciativa do SESI do Ceará está presente em 82 empresas de Fortaleza, 38 em Juazeiro do Norte e oito em Sobral.

MAIS DA SÉRIE - Acompanhe a série de reportagens que a Agência CNI de Notícias publica sobre os 71 anos do SESI:

01/07/2017SESI 71 anos: Excelência em educação e segurança e saúde na indústria

03/07/2017 - Como o SESI promove melhorias para a saúde, segurança na indústria e qualidade de vida para o trabalhador?

04/07/2017 - Centros de Inovação do SESI desenvolvem tecnologias para saúde e segurança na indústria

05/07/2017 - 7 projetos de educação do SESI que preparam profissionais para o presente e para o futuro

06/07 /2017 - Rede SESI é destaque na Prova Brasil pela gestão participativa, qualidade dos professores e práticas pedagógicas

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Por Mateus Maia
Fotos: Arquivo pessoal
Para a Agência CNI de Notícias

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