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12 de Junho de 2017 às 11:42

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ARTIGO: Caminhar juntos

Segundo Paulo Afonso Ferreira, vice-presidente da CNI, país deve harmonizar as relações do trabalho pela valorização da negociação coletiva. Maior confiança entre empresas e empregados contribuirá para melhora do ambiente de negócios e para a geração de empregos

Paulo Afonso Ferreira é vice-presidente da CNI e presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI

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Um país se desenvolve por meio de empresas consolidadas e produtivas. O empreendedorismo é a base sustentadora da economia, pois cria postos de trabalho, gera renda e torna o país mais competitivo e sustentável. A soma desses fatores resulta em ganhos sociais para todos. Empresário e empregado devem andar juntos pelo desenvolvimento do país. Para muitos, ser empregado é ter tranquilidade e garantia de salário no fim do mês.

Empresário também trabalha e muito, convive com incertezas, riscos, insegurança jurídica, instabilidades econômicas e outros desafios. Tantas regras e leis fazem muitos desistirem. A inflexível e arcaica legislação trabalhista brasileira amedronta, desmotiva e desestimula o empreendedorismo e a inovação. Com uma legislação que gera conflito e, na maioria das vezes, é predominada pela subjetividade de quem a interpreta e julga, fica mais difícil ser empresário.

O maior amparo que um trabalhador pode ter é a formalização do trabalho e a modernização da legislação, que passou por poucas mudanças desde a sua criação, há mais de 70 anos. Movimentos contrários ao projeto de reforma trabalhista estão atuando em benefício próprio e sem a preocupação de garantir a redução do desemprego no Brasil. Incitam o conflito, usam de violência e argumentos que não representam a realidade.

Prós e contras à parte, é preciso que empregados e empregadores convivam em harmonia, numa relação de confiança, entendam as dificuldades de cada um, pois estão no mesmo “barco” e lutem pelo mesmo ideal: a sobrevivência da empresa, do emprego e o desenvolvimento do Brasil, que só virá por meio de investimentos, geração de postos de trabalho e renda à sociedade.

Estamos perdendo competitividade e muitas empresas estão migrando para outros países. Nos últimos 40 anos chegamos a pouco mais de 1% de participação no comércio internacional, enquanto outros países até quintuplicaram seu desempenho. No cenário crítico em que vivemos são necessárias mudanças amplas e urgentes. O caminho a ser trilhado é a busca de consenso e soluções a partir da livre negociação coletiva das condições de trabalho. Por isso, modernizar as relações trabalhistas é imprescindível.

Que possamos somar e unir esforços nesse sentido, independentemente de que lado está: empregando, trabalhando ou até mesmo fazendo os dois.

O artigo foi publicado no jornal O Popular neste domingo (11).

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