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26 de Maio de 2017 às 16:00

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SESI e SENAI realizam pilotos para implementar novo currículo do ensino médio

Excelência, capilaridade e experiência de 17 anos na educação básica articulada com a educação profissional tornam SESI e SENAI estratégicos na modernização do sistema educacional

Alunos do SENAI em sala de aulaAnualmente, o SENAI registra cerca de 2,6 milhões de matrículas e conta com 555 unidades fixas e 442 unidades móveis

selo-industria-motor-do-brasil.jpg A excelência da educação básica do Serviço Social da Indústria (SESI) e da educação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), aliada à presença dessas instituições em todo o país, fazem com que elas se tornem atores importantes na modernização do sistema educacional brasileiro, cujo marco recente foi a mudança da lei do ensino médio, que inclui a formação técnica e profissional. Para isso, o SESI e o SENAI estão desenvolvendo pilotos para implementação do itinerário voltado para o curso técnico.

De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, a mudança na matriz educacional brasileira alinha o país às melhores experiências internacionais, oferece ao jovem o direito fundamental a uma profissão e pode ser um caminho para melhoria de qualificação do trabalhador brasileiro. “Precisamos de um modelo de educação no Brasil que dialogue com uma estratégia de construção da sociedade do futuro, em que a agenda de cidadania é importante, assim como a geração de riqueza e o engajamento do jovem no mundo do trabalho”, diz Lucchesi, que também é diretor-superintendente do SESI e diretor-geral do SENAI.

Segundo ele, a mudança curricular permitirá a ampliação do acesso à educação profissional, que alcançou apenas 9,3% dos estudantes do ensino médio em 2016 no Brasil. Em outros países esse percentual é bem maior. Na União Europeia, por exemplo, 50% dos estudantes secundários estão matriculados na educação profissional, segundo dados do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação Profissional. Na Áustria, que registra o índice mais alto, 75,3% dos estudantes secundários fazem ensino técnico. Filândia vem em seguida com 70,1% e, Alemanha, com 48,3%. “A educação profissional ajuda jovens a se afirmarem no mercado de trabalho, sem que isso elimine a busca de oportunidades no ensino superior”, destaca Lucchesi.

RECONHECIMENTO – A experiência de 17 anos do SESI e do SENAI na oferta da Educação Básica Articulada com a Educação Profissional (Ebep) também poderá ser um passo importante para a adaptação ao novo currículo do ensino médio, que prevê a integração com a educação profissional. O Ebep, que beneficiou mais de 34 mil alunos em 2016, permite aos estudantes do ensino médio complementar os estudos com um curso técnico.

A qualidade dos serviços educacionais do SESI e do SENAI fortalece esse processo de implementação da mudança da grade curricular. O SESI alcançou as melhores médias na Prova Brasil de 2013, que mede o nível de proficiência em matemática e português no 5º e 9º ano do ensino fundamental. A instituição ficou à frente das escolas da rede privada, municipal e estadual e ficou atrás apenas das escolas da rede federal de ensino.

Já o SENAI possui uma reconhecida competência em educação profissional de mais de 70 anos e é referência mundial. Na última edição da WorldSkills, a maior disputa de educação profissional do mundo, o Brasil ficou em primeiro lugar - a grande maioria dos competidores eram do SENAI - à frente de países que são referências na área, como a Coreia do Sul e a Alemanha. “Temos uma excelência indiscutível e, com esse nível de experiência, poderemos dar uma enorme contribuição para a implantação da trilha de educação profissional no âmbito do ensino médio”, destaca Lucchesi.


ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO – Além disso, a educação de qualidade e a formação profissional orientada às necessidades do mercado de trabalho são fundamentais para o desenvolvimento do país. Segundo Lucchesi, trabalhadores bem formados sabem utilizar e interpretar novas tecnologias, antecipam tendências, propõem produtos e processos mais eficientes e são mais produtivos. “Por isso, nos últimos anos o SESI e o SENAI estão trabalhando intensamente na atualização de currículos, na adoção de novas tecnologias educacionais, na formação continuada de docentes e no aperfeiçoamento da gestão escolar”, diz.

Anualmente, o SENAI registra cerca de 2,6 milhões de matrículas e conta com 555 unidades fixas e 442 unidades móveis. Em 2016, atendeu pessoas em 2.700 municípios de todo o Brasil. O ensino de qualidade do SENAI, reconhecido nacionalmente, é fruto de um processo de atualização curricular que envolve desde o diálogo com representantes de empresas, sindicatos e universidades em comitês técnicos setoriais até a prospecção de tendências educacionais e tecnológicas em iniciativas como a Olimpíada do Conhecimento, Grand Prix SENAI de Inovação e o Inova SENAI.

O SESI também está de olho nas tendências do mundo do trabalho. Uma iniciativa voltada a atender as demandas das indústrias é o novo projeto para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que começa a ser implementado pelo SESI neste ano e cujo projeto pedagógico é contextualizado com foco no mundo do trabalho. Entre as principais mudanças está o reconhecimento e a certificação de conhecimentos adquiridos pelo aluno fora da sala de aula.

De acordo com o diretor de operações do SESI, Marcos Tadeu de Siqueira, o SESI tem o desafio de se tornar referência nacional de qualidade, com foco nas demandas do mundo do trabalho. “Pretendemos desenvolver os estudantes de forma plena, tanto para o exercício da cidadania quanto para o trabalho, por meio de uma educação básica inovadora e composta por uma matriz curricular em rede e padronizada metodologicamente, com ênfase na leitura, cálculo e transferência e aplicação do conhecimento”, explica Siqueira. Entre os projetos inovadores desenvolvidos ao SESI no ensino regular estão o Torneio de Robótica do SESI e o SESI Matemática.

Marcos Tadeu explica como o SESI e SENAI avançarão para atender as exigências da nova matriz educacional. Ouça o áudio:



IEL – Para complementar as ações educativas oferecidas pelas instituições do Sistema Indústria, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) desenvolve programas de estágio, o Inova Talentos, o Fórum IEL de Carreiras e programas de educação executiva. Por meio do estágio, estudantes têm a oportunidade de vivenciarem no dia a dia os desafios do mercado de trabalho e aplicarem os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

O Fórum IEL de Carreiras é um encontro itinerante, voltado para jovens universitários ou recém-formados, que tem o objetivo de debater a questão da construção de carreiras e apontar tendências. Entre as ações desenvolvidas nos eventos estão palestras, oficinas de treinamento e coaching de carreiras. Em 2016, o IEL realizou o evento nos estados do Paraná, Goiás, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco e atraiu aproximadamente 5 mil jovens.


 

SAIBA MAIS - Acompanhe todas as reportagens da série Indústria: o motor do Brasil:

1ª- SÉRIE ESPECIAL: A cada real produzido pela indústria, são gerados R$ 2,32 para a economia brasileira

2ª - Ações em defesa de interesses da indústria visam a aumentar a competitividade do setor

3ª - Representação empresarial mais forte contribui para o aumento da competitividade das empresas

4ª - 6 serviços do Sistema Indústria para fazer o Brasil crescer

5ª - Dia da Indústria: a importância do setor que movimenta a economia brasileira

6ª - SESI e SENAI realizam pilotos para implementar novo currículo do ensino médio

7ª - Investir em inovação garante competitividade às empresas no longo prazo



Por Maria José Rodrigues
Vídeo: Mishelly Coelho e José Paulo Lacerda
Foto: Miguel Ângelo
Da Agência CNI de Notícias

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