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19 de Abril de 2017 às 18:11

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Indústrias atendidas pelo Brasil Mais Produtivo terão acesso a novas técnicas para aumentar produtividade

Consultores do SENAI testam em 58 empresas métodos voltados à eficiência energética e à digitalização do processo produtivo que serão expandidos a partir de julho. Na primeira fase, ganho médio de produtividade foi de 52,9%

Ministro Marcos Pereira (E) e o diretor-geral do SENAI, Rafael Luchesi (à direita na mesa), durante anúncio da expansão do programa Brasil Mais ProdutivoMinistro Marcos Pereira (E) e o diretor-geral do SENAI, Rafael Luchesi (à direita na mesa), durante anúncio da expansão do programa Brasil Mais Produtivo

Novas técnicas voltadas à eficiência energética e à digitalização dos processos industriais farão parte, a partir de agora, do Brasil Mais Produtivo, do governo federal.  A expansão do programa foi anunciada, nesta quarta-feira (19), pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, e pelo diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi. Com uso de medidas de baixo custo, pequenas e médias empresas atendidas na primeira fase tiveram ganho médio de 52,9% em produtividade.

Nesta segunda etapa, o programa oferecerá consultoria de especialistas do SENAI voltada a reduzir custos e desperdícios de energia no processo produtivo. Atualmente, o método a ser aplicado passa por testes com 48 participantes.  Com isso, o governo pretende aplicar recursos de forma racional e eficiente após testar a metodologia. Para esta fase, o MDIC disponibilizou R$ 1 milhão. Após a conclusão do projeto piloto, cerca de 400 empresas serão atendidas, o que ocorrerá a partir de julho. Serão investidos R$ 8 milhões em recursos provenientes de parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e também do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

A expansão do Brasil Mais Produtivo também prevê ações no eixo “Digitalização e Conectividade”, levando às empresas participantes técnicas da chamada Indústria 4.0 de digitalização de todo ou parte do processo de manufatura. Os consultores aplicarão soluções utilizando plataformas tecnológicas como: uso de realidade aumentada no chão de fábrica; gerenciamento remoto; implementação da internet das coisas na linha de máquinas e big data. Esses mecanismos permitirão a tomada de decisão automatizada para regulação da linha de produção, com aumento do rendimento e da produtividade, além de ajustes rápidos dos parâmetros para economia de recursos.

No momento, 10 empresas passam por etapa piloto do programa na área de tecnologia, para a qual foram investidos R$ 2 milhões pelo SENAI. Essa fase deve durar todo o ano de 2017. A partir de janeiro de 2018, serão inseridas 30 novas empresas participantes. Serão selecionadas indústrias que produzem equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. O custo estimado do investimento será de R$ 150 mil por participante, com recursos do Ministério da Saúde.

ÓTIMOS RESULTADOS – Durante o primeiro ano do Brasil Mais Produtivo, o alvo foram negócios em quatro setores (metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro, alimentos e bebidas). Os resultados apresentados demonstraram a eficiência do programa. Em média, as empresas atendidas tiveram aumento de 52,9% em produtividade.  “A partir de ótimos resultados alcançados na primeira fase, estamos seguros de que podemos avançar ainda mais. Trabalhamos para ampliar de 3 mil para 5 mil empresas atendidas pelo Brasil Mais Produtivo com o sucesso que, sabemos, será efetivo dos pilotos”, anunciou o ministro Marcos Pereira.

“O programa é extremamente importante para o empresariado que toma decisões de investimento, que cria empregos, renda e vai, em última instância, gerar bem estar social”, avaliou Rafael Lucchesi. “Estamos falando do mundo real, de medidas simples com uso de poucos recursos e muitos resultados claramente mensuráveis”, completou.

Todos os detalhes das ações desenvolvidas estão disponíveis no novo portal do programa, que já está no ar. Agora, qualquer cidadão pode verificar pelo site os resultados obtidos e os recursos investidos. O portal traz ainda exemplos de sucesso, formulário para que empresas interessadas em participar possam se cadastrar, entre outras facilidades.

Entre abril de 2016 e abril deste ano, 550 empresas de todos os estados brasileiros tiveram seu atendimento concluído por mais de 500 consultores do Instituto SENAI de Tecnologia e das unidades do SENAI. Outras 1.102 empresas estão em atendimento. Foram feitas intervenções para aumento da produtividade por meio da redução dos sete tipos de desperdícios mais comuns: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. Ao final, a avaliação dos resultados é realizada a partir de quatro indicadores: produtividade (aumento da quantidade de unidades produzidas em um espaço de tempo); movimentação (a diferença entre o tempo de movimentação dentro da empresa antes e depois do programa); qualidade (a diferença entre o retrabalho antes e depois do programa) e retorno financeiro (diferença entre o retorno financeiro e o que foi investido no programa).

Podem se candidatar ao Brasil Mais Produtivo as empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médio portes, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. O cadastro deve ser feito pela empresa na página do programa na internet, detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Em dois anos, estão previstos investimentos de R$ 50 milhões, sendo que o custo de atendimento em cada empresa é de R$ 18 mil - destes, R$ 15 mil são aportados pelos realizadores e o restante é a contrapartida do participante. O programa é executado pelo SENAI em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a ABDI. Além disso, conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Da Agência CNI de Notícias
Fotos: Miguel Ângelo/CNI

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