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6 de Abril de 2017 às 18:21

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Empresários brasileiros defendem acordo Mercosul-Canadá

Representantes do governo e do setor empresarial brasileiro e canadense se reúnem em Brasília para debater possibilidades

brasil canada 002.jpg De olho em oportunidades para ampliar o comércio com o Canadá, representantes do governo e do setor empresarial brasileiro intensificam o diálogo com negociadores daquele país para defender um acordo Mercosul-Canadá. Nesta quinta-feira (6), representantes dos dois países estiveram na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, para discutir a abertura das negociações para o acordo que permitirá ao Brasil identificar oportunidades, formas de atrair investimentos e de aproveitar o amplo mercado de compras governamentais do Canadá, avaliado em US$ 246 bilhões, 57% maior do que o brasileiro.

Embora a corrente de comércio entre os dois países esteja abaixo do potencial existente – US$ 4,2 bilhões em 2016 –, há grandes oportunidades de alavancar essas relações, já que o Canadá é o 10º maior importador do mundo. O país, que importou US$ 436 bilhões em 2015, está entre os mercados prioritários para o Brasil no Plano Nacional de Exportações. “Depois de União Europeia e México, os empresários do Mercosul devem apostar neste novo mercado para aumentar as exportações”, destacou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

A grande aposta para aumentar as exportações brasileiras para o Canadá está em o Mercosul firmar acordos de livre comércio para produtos como automóveis, que têm tarifa de importação em 6,1%, calçados (18%), químicos (2%), alimentos (11%), carne bovina (13,25%), carne de ave (9%) e fumo (8%).

De acordo com o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carlos Conzendey, há possibilidades para que as negociações com o Canadá avancem. São países com interesses comuns e muitas semelhanças, como um vasto território e assentos em fóruns importantes como o G-20 e a Organização Mundial do Comércio (OMC). “Agora, o governo canadense deve começar a elaborar um cronograma para o avanço das negociações”, disse.

Representantes da CNI e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) estiveram na reunião que também contou com a presença do subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carlos Cozendey, e do vice-ministro de Comércio Internacional do Canadá, Timothy Sargent.


Por Maria José Rodrigues
Para Agência CNI de Notícias

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