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18 de Março de 2017 às 17:33

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Estudantes descobrem vocação profissional graças à robótica

Etapa nacional do Torneio de Robótica é realizada em Brasília até domingo (19). Participam crianças e adolescentes de 9 a 16 anos que já têm planos para o futuro e sonham em trabalhar em grandes projetos

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Mais de 700 estudantes de 9 a 16 anos participam do Torneio Nacional de Robótica neste fim de semana (17 a 19), em Brasília. A disputa reúne as 74 melhores equipes do Brasil, que se classificaram após os regionais realizados com 780 times. O objetivo, agora, é garantir vagas nos campeonatos internacionais da FIRST Lego League. 

Além do desejo de uma boa colocação na disputa, o que une muitas dessas crianças e adolescentes é a maneira com a qual a robótica tem influenciado suas futuras carreiras. A Agência CNI de Notícias entrevistou competidores do Amazonas, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Pernambuco e São Paulo sobre o assunto. Confira:

André 180317.jpg André Gomes Tcherniacovski, 15 anos
Equipe Retry, 1º ano na Escola Monteiro Lobato (Vitória/ES)

Antes de participar do torneio, eu pensava em cursar Medicina. Depois que entrei na robótica, em 2012, percebi que gostava de programação, montar robôs e, principalmente, descobri meu amor pela Matemática. Agora, estou na dúvida se faço Engenharia de Produção ou Economia. Gosto muito de números e de lógica. Estou definindo o que gosto e o que quero fazer para a minha vida. 







Miguel 180317.jpg Miguel Silva, 14 anos
Equipe Lego da Justiça Planalto, 9º ano na Escola SESI Planalto (Goiânia/GO)

Eu já tinha interesse pela Biologia. A partir do tema do torneio desta temporada (Animais Aliados), passei a gostar ainda mais da área. Já participei de dois regionais, esse é o primeiro nacional. A gente aprende a trabalhar em grupo, a ser mais profissional, e a ser mais responsável. Antes eu não gostava de fazer pesquisas. Quando entrei na robótica, queria mexer com robôs. Ao começar a trabalhar com pesquisa, gostei muito, e sei que é algo fundamental no trabalho como biólogo.







Rayane 180317.jpg Rayane Santos da Silva, 14 anos
Equipe Cerquibóticos, 9º ano na Escola SESI de Cerquilho (Cerquilho/SP)

Eu já tinha um encanto com profissões que lidam com animais, mas não sabia o que fazer. Neste ano, com o tema Animais Aliados, me interessei mais ainda por essas áreas e até comecei a pesquisar faculdades com bons cursos, pois quero me especializar na parte de Biologia Marinha e trabalhar em ONGs. O projeto Tamar é um sonho para mim. A gente aprende muito com a robótica, sobre engenharia, física e valores de equipe. A robótica é uma lente, a gente começa a ver o mundo com outros olhos.






Mateus 180317.jpg Mateus Albuquerque, 15 anos
Equipe Visão Elétronsbot, 3º ano no Colégio Visão (Recife/PE)

Com a robótica, percebi que queria cursar Engenharia da Computação. Isso porque a engenharia envolve tanto a engenharia eletrônica como a parte de ciência da computação, e gosto muito da área mecânica e de programação. Faz quatro anos que participo do torneio, este já é meu quarto nacional. O convívio com a equipe me ajudou a ter mais paciência, a escutar mais os outros, me ajudando também a ter uma relação melhor com meu irmão. A gente convive com pessoas de diferentes idades, diferentes mentalidades. Na escola, eu não gostava de fazer nada em equipe, a robótica me ajudou a levar isso pra escola e para a vida. Hoje, meu sonho é trabalhar na Google, na sede aqui no Brasil. E, como hobby, vou fazer robôs.




Ana Carolina 180317.jpg Ana Carolina de Moraes Baia, 14 anos
Equipe Albatroid, 1º ano no SESI Taguatinga (Brasília/DF)

Quero trabalhar com Bioengenharia, com a área que envolve a vida humana ou de animais com a tecnologia. Antes eu queria ser professora, pedagoga, mas era porque eu achava bonita a profissão. Depois do que aprendi na robótica, vi que teria de focar na engenharia mesmo. A neurociência ou neuroengenharia me atraem muito. Decidi entrar na robótica em 2013, essa já é minha quarta temporada no torneio. Eu era muito tímida, e já mudei muito. Sempre convivi bem com as pessoas, e o torneio me ajudou a desenvolver um espírito de liderança.






Ronaldo 180317.jpg Ronaldo da Silva Coutinho, 15 anos
Equipe Amazônidas, 1º ano no SESI Abrahão Sabbá (Itacoatiara/AM)

Quero ser engenheiro mecânico. Trabalhar os valores em equipe, o projeto de pesquisa e, principalmente, com o desafio do robô, me fizeram ver o que quero fazer para a minha vida. Meu sonho é trabalhar na Lego. Há alguns representantes da empresa em vários países que atuam com construções de lego, e é isso o que quero.








A COMPETIÇÃO – O Torneio Nacional de Robótica acontece até domingo (19), no SESI Taguatinga, com entrada gratuita de 9h às 17h. Os visitantes podem acompanhar uma disputa emocionante com robôs de Lego, projetados e programados pelos estudantes. Esses robozinhos precisam cumprir determinadas missões na mesa de competição, baseadas no tema da temporada: Animal Allies (Animais Aliados), como por exemplo, salvar animais de áreas de risco, claro, são todas peças de Lego.

As equipes também apresentam projetos de pesquisa relacionados ao tema. São soluções inovadoras para melhorar a relação entre homens e animais. Os robôs e os projetos são avaliados pelos juízes da competição, que também ficam de olho no comportamento dos times. Trabalho em equipe vale pontos importantes. Ao final, as melhores equipes garantem vagas em torneios internacionais na Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e Dinamarca.

ACOMPANHE - Veja tudo o que está rolando na competição! Confira todas as fotos no Flickr da CNI, no perfil do Torneio de Robótica no Facebook, Instagram (@torneioderoboticafll) e, claro, no site oficial do evento.

Por Aerton Guimarães
Fotos: Miguel Ângelo
Da Agência CNI de Notícias

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