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7 de Fevereiro de 2017 às 16:57

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Reaproximação de Brasil e Argentina abre espaço para agenda da indústria, avalia CNI

Durante visita do presidente argentino Mauricio Macri, o setor privado reforça o interesse em ampliar a relação econômica entre os dois países e fortalecer o Mercosul para fazer frente ao protecionismo mundial

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A recente aproximação do presidente argentino Mauricio Macri (foto) com o Brasil cria oportunidades para aumentar o comércio, reduzir barreiras bilaterais, adotar medidas de facilitação e desburocratização, ampliar investimentos e revitalizar a agenda econômica do Mercosul. Esta é a avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. “O comércio bilateral de US$ 22 bilhões está aquém do potencial dos dois países”, avalia.

Segundo Abijaodi, há pelo menos uma década não se via uma sintonia entre os governos dos dois países capaz de fazer avançar a agenda bilateral. A Argentina foi o terceiro principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 7% na corrente de comércio do Brasil em 2016. Os principais produtos exportados para o país vizinho são: automóveis, máquinas mecânicas, plásticos, máquinas elétricas e ferro e aço.

Mas, para que a boa relação política se reflita nos negócios, a CNI avalia que é necessário reduzir barreiras técnicas que atingem setores importantes da economia brasileira, como o de eletroeletrônicos e de papel e celulose. Também é importante restringir as medidas sanitárias e fitossanitárias que inibem as exportações de setores como o de panificação.

As licenças não-automáticas (LNAs), autorização expedida pelo aduana argentina para cada remessa de produto brasileira para o mercado vizinho, também são outra barreira a ser enfrentada. Atualmente, cerca de 20% dos produtos brasileiros exportados para a Argentinas estão sujeitos a essas licenças e podem ficar parados na aduana do país vizinho até 60 dias a espera de autorização.

INVESTIMENTOS - Os investimentos brasileiros na Argentina tiveram um pico de US$ 1,7 bilhão em 2011, caíram para US$ 400 milhões em 2013 e voltaram a subir de maneira muito discreta. Dados do Banco Central da Argentina mostram que os brasileiros investiram US$ 1 bilhão em 2015 (dado mais recente).

Para a CNI, o momento favorece avanços concretos para iniciar a negociação com a Argentina e com demais membros do Mercosul (Paraguai e Uruguai) de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, modernizar o acordo para evitar a dupla tributação e criar um fundo bilateral para financiamento de projetos.

MERCOSUL – Com a disposição do Brasil e da Argentina em fortalecer a agenda econômica do bloco sul-americano, o setor privado defende que os próximos passos visem a concluir a área de livre comércio, incluindo o açúcar e o setor automotivo; ampliar e aprofundar o mercado regional (negociar o acordo de compras governamentais e ampliar o acordo de serviços); e negociar acordos de livre comércio com outros parceiros - União Europeia, México, Canadá, Estados Unidos, Japão e a Associação Europeia de Livre Comércio (bloco composto por Suíça, Noruega, Irlanda e Lichtenstein)

Por Adriana Nicacio
Da Agência CNI de Notícias
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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