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28 de Maio de 2015 às 16:57

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SENAI Cimatec inaugura o supercomputador mais rápido da América Latina

Cimatec Yemoja
Com capacidade para realizar 400 trilhões de operações por segundo (TFlops), supercomputador batizado de Cimatec Yemoja será utilizado prioritariamente em pesquisas de geofísica, mas beneficiará a comunidade acadêmica e a indústria de petróleo e gás
O Centro de Supercomputação para Inovação Industrial do SENAI Cimatec, entidade do Sistema FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia, em parceria com a companhia de óleo e gás BG Brasil, inauguraram, nesta quarta-feira (27), o mais rápido supercomputador da América Latina e um dos mais velozes do mundo. O computador, batizado de Cimatec Yemoja (nome original de Yemanjá, na língua iorubá), já está em funcionamento em Salvador.

O Cimatec Yemoja introduz o estado da Bahia no universo das pesquisas em computação de alto desempenho. Com capacidade para realizar 400 trilhões de operações por segundo (TFlops), ele será utilizado prioritariamente em pesquisas de geofísica, mas beneficiará a comunidade acadêmica, a indústria de petróleo e gás e a sociedade em geral.

"O SENAI Cimatec é, hoje, um dos três principais centros de tecnologia e inovação do país. Esta é a avaliação de todos os parceiros com os quais atuamos em busca de uma indústria mais moderna e competitiva”, afirma o presidente da FIEB, Antonio Ricardo Alban.

INVESTIMENTOS - Para viabilizar o Centro de Supercomputação para Inovação Industrial do SENAI Cimatec serão investidos R$ 60 milhões ao longo de três anos, incluindo equipamentos, infraestrutura, pesquisa e gastos operacionais. Neste projeto, está sendo implantado um centro de excelência de nível internacional em computação de alto desempenho voltado para a indústria de óleo e gás, que irá contribuir significativamente para o desenvolvimento de estudos em campos complexos, como os do pré-sal.

“A complexidade dos campos do pré-sal nos impulsiona a buscar soluções cada vez mais inovadoras. O supercomputador é, definitivamente, parte desse esforço", explica o CEO BG América do Sul, Nelson Silva.

De acordo com o diretor-regional do SENAI Bahia, Leone Peter Andrade, um dos diferenciais da proposta do Centro de Supercomputação é facilitar o acesso a empresas de pequeno e médio porte. A utilização de softwares de modelagem computacional em geral é custosa, demanda conhecimento especializado e muito tempo de desenvolvimento. “Com sua capacidade de escala, o Centro de Supercomputação adquirirá os principais softwares e ofertará às empresas soluções adequadas à sua realidade financeira”, avalia.

Supercomputador Bahia
Serão colaboradores nas pesquisas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade de British Columbia (Canadá) e o Imperial College London (Inglaterra)
PARCERIAS - O projeto dará prioridade ao estudo e otimização da tecnologia chamada Full Waveform Inversion (FWI) para o processamento de dados sísmicos 3D e 4D de dimensões industriais no pré-sal. A iniciativa será conduzida pelo consórcio International Inversion Initiative, liderado pela BG Brasil. Serão colaboradores nas pesquisas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade de British Columbia (Canadá) e o Imperial College London (Inglaterra), referências mundiais em FWI.

O SENAI Cimatec é fundamental na operação do Cimatec Yemoja e no apoio aos usuários que desenvolverão suas pesquisas a partir dele. O supercomputador e as iniciativas de pesquisas em FWI vão capacitar recursos humanos e impulsionar a indústria, oferecendo soluções tecnológicas que irão otimizar a identificação e extração de recursos naturais do subsolo para superar os desafios das operações no pré-sal.

INOVAÇÃO - Além do Cimatec Yemoja, será implantado futuramente, também no SENAI Cimatec, um segundo supercomputador, este voltado para estudos em biomedicina, robótica, processamento de imagens e energias alternativas. Com ele, será possível desenvolver competências nas mais modernas técnicas de modelagem computacional, transformadoras da produtividade industrial. Diversas áreas se beneficiarão, a exemplo da indústria automobilística, a eletrônica computacional, o agronegócio e a indústria farmacêutica, que pesquisará formulações químicas de novos produtos.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o SENAI Nacional, o Governo da Bahia (por meio da Fapesb) e a Intel também são parceiros do projeto de supercomputação, que tem como diferencial facilitar o acesso de empresas de pequeno e médio porte a pesquisas avançadas.

SOBRE O SUPERCOMPUTADOR


O SENAI CIMATEC




Por Cleber Borges, do Sistema FIEB
FotoS: Angelo Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Para a Agência CNI de Notícias
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