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19 de Novembro de 2014 às 14:04

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Grupos temáticos são um avanço para agenda da competitividade, avalia CNI

Propostas da Indústria
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, entrega as propostas da indústria para o crescimento do país ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante
O trabalho dos oito grupos temáticos que discutirão ações para promover a competitividade da economia brasileira é o início de um processo importante para a indústria trilhar em 2015 um caminho diferente do atual.  "É uma grande oportunidade para o país avançar, pois mostra que o governo quer mudar a questão da competitividade do país", disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) , Robson Braga de Andrade, nesta quinta-feira (19), no Palácio do Planalto, durante a solenidade de abertura dos grupos de trabalho.

Também participaram do evento o presidente da Câmara da Gestão de Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau Johannpeter, os ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, Miriam Belchior, do Planejamento, e Mauro Borges, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os grupos apresentarão propostas de ações em oito áreas: rodovias e ferrovias; desburocratização e custo do investimento; comércio exterior; energia; inovação; portos; compras governamentais e mobilidade urbana.  Andrade destacou que as propostas que a CNI apresentará aos grupos fazem parte da agenda da indústria para o país, que vem sendo  construída há dois anos e é resultado das discussões e das reflexões de líderes empresariais de associações e federações de indústrias, de mais de 500 empresários e especialistas.

"São propostas amplas que refletem os anseios do setor produtivo", afirmou Andrade. Segundo ele, a decisão do governo de formar os grupos  é um avanço porque haverá uma interlocução simultânea do setor produtivo com diversos ministérios. "Os temas são transversais e a Casa Civil agregou aos grupos todos os ministérios envolvidos", avaliou. O presidente da CNI falou sobre a iniciativa do governo em criar os grupos temáticos da competitividade. Ouça:

COMPETITIVIDADE - Ao instalar os grupos, Mercadante afirmou que o cenário internacional, com a fraca recuperação da Europa, a desaceleração da China e a retração da economia japonesa, exige do Brasil uma ação rápida e focada na competitividade. "Tivemos um ano difícil", admitiu o ministro, acrescentando que, em 2015, o governo fará um ajuste fiscal. Ao mesmo tempo, terá de buscar formas de aumentar os investimentos em infraestrutura. "Temos de acelerar as parcerias público-privadas", disse Mercadante.

Ele explicou que os grupos temáticos foram criados a partir de prioridades para a competitividade brasileira e citou como exemplo a recuperação das ferrovias e a modernização dos portos. "Estamos propondo um grande pacto pela competitividade. Os objetivos, metas e prazos que os grupos apresentarão na segunda semana de dezembro orientarão o trabalho dos novos ministros", disse.   A ministra do Planejamento Miriam Belchior acrescentou que o trabalho dos grupos é uma continuação da interlocução e da parceria entre os setores público e o privado.

Encerrada a solenidade, os oito grupos, cuja criação foi anunciada no dia 12 de novembro, começaram os trabalhos. A primeira reunião vai até o fim do dia e a expectativa é que os resultados e as propostas sejam apresentados até 15 de dezembro.

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Por Verene Wolke
Foto: Miguel Ângelo
Do Portal da Indústria


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