NOTÍCIAS

5 de Novembro de 2014 às 13:41

A- A A+

ENAI 2014: Indústria deve estar no centro da estratégia de desenvolvimento do Brasil, diz presidente da CNI

Robson Braga de Andrade
"Reduzir os custos de produção, modernizar os marcos regulatórios e a infraestrutura, além de estimular os investimentos são prioridades a serem perseguidas, incansavelmente, pelo governo" - Robson Braga de Andrade
O Brasil precisa promover reformas que favoreçam o aumento da competitividade das empresas e a recuperação do crescimento da economia. O alerta foi feito nesta quarta-feira (5), pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) , Robson Braga de Andrade. "Precisamos de ações concretas. Só assim a confiança para investir será restaurada", afirmou Andrade, na abertura do 9º Encontro Nacional da Indústria (ENAI) , que reúne mais de 1.800 empresários no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Também participaram da abertura do evento os ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Mauro Borges, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e o senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE).

"O setor produtivo necessita de sinais claros e firmes de que a política econômica se movimentará na direção de maior estabilidade, de melhoras institucionais, de maior competência educacional e tecnológica, e da criação de condições para que o Brasil fortaleça, de fato, a sua indústria", disse Andrade. Segundo ele, a indústria deve estar no centro da estratégia de desenvolvimento do Brasil, porque o setor é a principal fonte dos avanços tecnológicos e da inovação, que estimulam o crescimento dos demais segmentos da economia. "Não existe país rico sem indústria forte. Sempre que o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu num ritmo mais consistente, isso se deu por força da indústria". Ouça:

Na avaliação do presidente da CNI, passadas as eleições, este é o momento para o país refletir sobre o que precisa ser feito para a economia crescer de forma mais consistente.  Andrade lembrou que a CNI está disposta a dialogar e contribuir com o governo para buscar o desenvolvimento. Os 42 estudos com as propostas em dez áreas-chave, que foram entregues aos candidatos à Presidência, no final de julho, serão o ponto de partida da interlocução da indústria com o governo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

"Reduzir os custos de produção, modernizar os marcos regulatórios e a infraestrutura, estimular os investimentos são prioridades a serem perseguidas, incansavelmente, pelo governo", completou Andrade. Para melhorar o ambiente de negócios, disse, é preciso simplificar o sistema tributário, modernizar as relações de trabalho e diminuir a burocracia. "Devemos continuar investindo em inovação e na educação de qualidade, com ênfase no ensino profissional."

Andrade afirmou ainda que o país deve investir em infraestrutura e ampliar o programa de concessões de aeroportos, portos, ferrovias e rodovias. Além disso,  ele defendeu a adoção de uma nova política comercial, que passe pela abertura de mercados e pela assinatura de acordos comerciais com países ou blocos relevantes.

Aluizio Mercadante
“Na semana que vem, as propostas da CNI estarão sobre a mesa do governo. Vamos avaliar ponto a ponto e fazer a agenda da competitividade avançar” - Aloizio Mercadante
COMPROMISSO DO GOVERNO –  Diante dos empresários que participam do 9º ENAI, o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que na próxima semana o governo começará a definir a agenda de mudanças para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Essa agenda, prometeu Mercadante,  terá como base os 42 estudos apresentados pela CNI durante a campanha eleitoral. “Na semana que vem, as propostas da CNI estarão sobre a mesa do governo. Vamos avaliar ponto a ponto e fazer a agenda da competitividade avançar”, destacou o ministro, acrescentando que o segundo mandato de Dilma Rousseff terá uma equipe diferente. “Será um novo governo.”

Mercadante atribuiu as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira ao cenário externo adverso. Citou como exemplos a desaceleração da economia da China, a estagnação do Japão e o fraco desempenho dos países europeus. Acrescentou que o governo brasileiro tomou medidas para reduzir os impactos da crise sobre o Brasil, como a desoneração do setor automobilístico e da folha de pagamento. “Nossa opção foi pelo emprego”, argumentou.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, a indústria foi o setor mais afetado pela crise externa. “A indústria está em uma situação preocupante”, afirmou Mauro Borges, defendendo que o setor tenha prioridade na agenda do governo. Ele elogiou as medidas propostas pela CNI. “A agenda da CNI é convergente com a política industrial e tecnológica do governo.”

Entre as mudanças indispensáveis para  a recuperação da indústria, elencou Borges, estão os investimentos em infraestrutura,  a reforma tributária e a busca de acordos comerciais com parceiros importantes para o Brasil, como o tratado Mercosul-União Europeia, e o aperfeiçoamento das relações com os Estados Unidos e a China.

REFLEXÕES PARA O PAÍS - O Encontro Nacional da Indústria, que ocorre anualmente desde 2006, é a maior reunião de líderes empresariais e representantes de sindicatos e associações industriais de todo o país. No evento, empresários, representantes do governo, líderes políticos e acadêmicos refletem, debatem e propõem ações sobre os temas que têm impacto no desempenho da indústria e da economia brasileiras. O ENAI expõe a agenda do setor produtivo e fortalece o diálogo entre os empresários, o governo e os outros segmentos da sociedade.

PROPOSTAS DA INDÚSTRIA - Confira o site com todos os estudos organizados pela CNI com as sugestões do setor para o próximo governo. Nele é possível fazer o download dos estudos em PDF ou dos infográficos que resumem as 42 propostas.

MULTIMÍDIA - O Portal da Indústria transmite a 9ª edição do ENAI ao vivo . Você também pode acompanhar a cobertura completa do evento nos perfis da CNI no Facebook e no Twitter , além de acessar as principais fotos no Flickr .

Por Verene Wolke
Fotos: José Paulo Lacerda
Do Portal da Indústria

COBERTURA COMPLETA

SISTEMA INDÚSTRIA NAS REDES SOCIAIS

CNI: SlideShare | YouTube | Flickr | Google Plus | Instagram | Facebook | Twitter | SoundCloud | LinkedIn
SESI: Facebook | YouTube | LinkedIn
SENAI: Facebook | Instagram | YouTube | Spotify | Twitter
IEL: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | Snapchat | LinkedIn

Comentários