NOTÍCIAS

30 de Julho de 2012 às 16:48

A- A A+

O Programa

Por meio de um convênio celebrado entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em setembro de 2006, foi desenvolvido o projeto que deu origem ao Programa Propriedade Intelectual para a Inovação na Indústria. Hoje a iniciativa liderada pela CNI conta com a participação de todas as entidades nacionais do Sistema Indústria e consiste no maior empreendimento de disseminação e capacitação para o uso estratégico da propriedade intelectual na América Latina.  

No âmbito do Programa, já foram produzidas publicações sobre propriedade intelectual direcionadas a públicos estratégicos específicos: 

 

Além disso, já foram promovidos e patrocinados importantes eventos sobre propriedade intelectual no Brasil e exterior. O Programa de Propriedade Intelectual da CNI está representado nos principais eventos e espaços de discussão sobre a proteção ao conhecimento, como os Congressos da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) e o  Intellectual Property Business Congress (IPBC). 

Por meio da rede SENAI de educação, 460.259 pessoas já foram capacitadas sobre questões básicas da propriedade intelectual, e mais de 400 técnicos do Sistema Indústria também já receberam treinamento. Fortalecer e difundir a cultura de proteção ao conhecimento no Brasil é o objetivo que a CNI vêm colocando em prática, inclusive da Agenda da MEI que traz a Propriedade Intelectual como 1º ponto da sua Agenda de Inovação para Indústria.

O objetivo principal do programa é contribuir para a construção da cultura de proteção e negócios com bens da propriedade intelectual no país. O tema da propriedade intelectual deve fazer parte da agenda empresarial brasileira e tem enorme relevância, principalmente pela desproporção entre sua importância estratégica e o alto nível de desconhecimento sobre a matéria no Brasil.
[titulo:Por que falar de Propriedade Intelectual?]
Diariamente, as pessoas estão tão expostas à tecnologia e aos produtos culturais. O volume de informação é tão grande que os consumidores da informação acabam perdendo a consciência sobre a origem desses conteúdos. Os cidadãos falam ao telefone celular, acessam a internet, usam medicamentos, meios de transporte, leem jornais, revistas, livros, artigos científicos, ouvem música e programas de rádio, usam programas de computador, assistem à televisão, vão ao cinema, ao teatro, a concertos e shows e visitam galerias de artes, entre outras coisas. Todos esses produtos e serviços são fruto do intelecto do homem.

No mundo dos negócios, ideias, inovações e outras expressões da criatividade humana são transformadas em bens convertidos em propriedade privada protegida por lei por meio do sistema de propriedade intelectual. Enquanto propriedade, os frutos concebidos para educação, trabalho, transporte, comunicação, saúde e lazer são comercializados como ativos intangíveis de grande valor econômico para empresas e nações.

A propriedade intelectual (PI) é um benefício para a sociedade. Precisa ser utilizada de forma justa e equilibrada para contribuir com sua função social de disseminação do conhecimento, de transferência de tecnologia e de desenvolvimento. O sistema de propriedade intelectual não apenas protege os frutos derivados da atividade criativa, mas também os investimentos que são feitos para levar esses frutos ao mercado. Detentores de direitos de propriedade intelectual são protegidos por leis específicas contra o uso não autorizado de seus trabalhos, produtos, processos, marcas e serviços.

O direito temporário de exploração comercial com exclusividade de uma propriedade intelectual contribui para a competitividade empresarial, bem como para o ambiente concorrencial, o que impulsiona a inovação estimulando a criação humana, o empreendedorismo, além do contínuo desenvolvimento científico, tecnológico e cultural de uma nação.
[titulo:Questão estratégica]
O mundo está diante de dois grandes desafios:

 

Nos dois casos, a construção de soluções para as duas problemáticas passa pela capacidade criativa dos países. É a inovação que vai prover os meios tecnológicos e organizacionais para permitir a transformação da economia baseada em carbono para uma economia neutra ou livre da emissão desse poluente, por meio da criação, desenvolvimento e adoção de tecnologias limpas. Ou seja, quando se pensa no futuro do planeta, a inovação ocupa o espaço entre o problema e a solução. Nesse contexto, um sistema de propriedade intelectual eficiente e balanceado tem papel vital no contexto dos novos desafios mundiais que as nações enfrentam.
[titulo:Relevância econômica]
Durante o século XXI, a PI terá sua função cada vez mais determinante nas relações internacionais, sendo inadiável a utilização dos seus instrumentos de proteção e gestão, como meio de geração de riqueza para as nações. A PI é um assunto relevante principalmente pela desproporção entre sua importância estratégica e o alto nível de desconhecimento sobre a matéria no nosso país.

Na era da chamada economia criativa, o ativo mais valioso de uma empresa, instituição, nação passa a ser intangível. Atualmente, estima-se que o maior valor das empresas globais seja atribuído a esses ativos, incluindo aí a PI. Nesse cenário, os institutos de propriedade industrial, que equivalem ao INPI no Brasil, sejam dos Estados Unidos, Europa e Japão (USPTO, EPO e JPO, respectivamente), já são considerados juntos o Banco Central Mundial da nova economia, uma vez que desempenham o papel de cofres-fortes da economia criativa.

De acordo com o USPTO, o valor dos ativos de PI nos Estados Unidos é da ordem de cinco trilhões de dólares. Aproximadamente duas vezes o orçamento do governo federal daquele país em 2008.

Assim, o cenário da economia mundial vem sofrendo uma grande transformação por conta de profundas mudanças com o desenvolvimento e ampliação de setores industriais intensivos em criatividade e conhecimento, como os de tecnologia da informação e comunicação e o setor de biotecnologia. Esta dinâmica tem impactado na estrutura das organizações e nos seus processos de criação, produção, apropriação e comercialização. No âmbito deste atual paradigma econômico destaca-se como uma das questões prioritárias para as empresas aquela que se refere à PI.

[titulo:Respaldo no mundo empresarial]
O Programa Propriedade Intelectual para a Inovação na Indústria tem apoiadores que compreendem o valor estratégico da proteção ao conhecimento. Confira alguns depoimentos que atestam essa credibilidade:


[FOTO1]"Considero o Programa Propriedade Intelectual para a Inovação na Indústria de grande valia para a sociedade em geral e especialmente para o setor de entretenimento audiovisual, do qual a MPA participa através da representação no Brasil dos principais estúdios cinematográficos americanos – Disney, Fox, Paramont, Sony, Universal e Warner. Ao registrar de forma clara e abrangente as regras e procedimentos para a proteção da PI, o Programa é uma ferramenta de grande utilidade para a proteção da criação intelectual, fator fundamental neste momento em que o Brasil vem crescendo no contexto econômico mundial. Um ambiente de incentivo, respeito e proteção à propriedade intelectual é condição fundamental para toda nação que almeja participar com destaque no cenário mundial, e nesse aspecto o Brasil, ainda carente dessas ferramentas, deve acolher o Programa. Felicito o IEL pela iniciativa e excelente trabalho em criar e disponibilizar o Programa à sociedade e aos empresários brasileiros" .

Marcos Oliveira / Diretor Geral - MPA (Motion Picture Association) do Brasil

[FOTO2]"A Plasútil hoje tem como maior diferencial o design, e entende que a proteção dessa criação é fundamental para garantir o sucesso e a continuidade dos produtos criados sob a égide da marca. Tivemos a oportunidade de conhecer o Programa de Propriedade Intelectual durante o seu lançamento e o que mais nos impressionou foi a maneira como o projeto pretende comunicar a importância do tema para a sociedade de uma forma geral. Pela pertinência do Programa, apoiamos a iniciativa do Sistema Indústria”.

Edson Begnami / Diretor Comercial – Plasútil


[FOTO3]
“Vejo esse projeto como se fosse meu. Para mim é um dever cívico participar”.

Maurício de Sousa / Presidente - Mauricio de Sousa Produções

 

 

[FOTO4]"(...) Agradeço a importante parceria estabelecida entre o IEL e a ABINEE – Associação Brasileira da indústria Elétrica e Eletrônica – para a realização de seis Workshop Empresariais ABINEE sobre o tema Inovação & Propriedade Intelectual nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, com o objetivo precípuo de sensibilizar os empresários do setor eletroeletrônico sobre a importância da inovação nas empresas como estratégia competitiva”.

Humberto Barbato / Presidente - Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) [extraído da carta de agradecimento enviada ao presidente da CNI Robson Braga de Andrade em 03/11/2010]

[FOTO5]"...Grato pelo agradável momento em que nos proporcionou a oportunidade de apreendermos detalhes sobre o excelente Programa de Propriedade Intelectual para a Inovação na Indústria (…) Esse é um tema da maior relevância para o desenvolvimento econômico e social que desejamos para nosso país e está essencialmente no centro dos interesses do FORTEC. Assim, em nome do Diretório Nacional reiteramos nosso desejo de que o FORTEC seja um importante parceiro desse Programa e podermos cooperar para que o conjunto dos nossos 167 Núcleos de Inovação Tecnológica apóiem a difusão dos vários conteúdos já disponibilizados e contribuam para a aproximação entre nossas ICTs e o Sistema Indústria...”

Ruben Dario Sinisterra e Oswaldo Massambani / Presidente e Vice-Presidente do FORTEC [Extraído do e-mail para o IEL que formaliza a parceira do FORTEC com o Programa em 09/12/2010]

[FOTO6]"O tema da indicação geográfica ainda é pouco conhecido no Brasil diante do potencial que o país tem para proteger e negociar produtos e receitas com características únicas. O Programa de Propriedade Intelectual da CNI evidencia a certificação de origem como uma modalidade fundamental de proteção intelectual e apresenta-a como uma possibilidade a empresários e atores da indústria. Em nome dos produtores do Vale dos Vinhedos e de outros empreendedores do país, agradeço pela atitude que o Sistema Indústria teve de pautar essa e outras questões essenciais ao desenvolvimento do país enquanto potência competitiva”.

Ademir Brandelli / Conselheiro - Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale)

Leia mais

  • Nenhuma notícia relacionada
  • SISTEMA INDÚSTRIA NAS REDES SOCIAIS

    CNI: SlideShare | YouTube | Flickr | Google Plus | Instagram | Facebook | Twitter | SoundCloud | LinkedIn
    SESI: Facebook | YouTube | LinkedIn
    SENAI: Facebook | Instagram | YouTube | Spotify | Twitter
    IEL: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | Snapchat | LinkedIn

    Comentários